SMC na vanguarda da saúde
Leandro Freitas Colturato
Vanguarda é a parcela mais consciente e combativa, ou de ideias mais avançadas, de qualquer grupo social. Por extensão, é um grupo de indivíduos que, por seus conhecimentos ou por uma tendência natural, exerce papel de precursor em determinado movimento cultural, artístico, científico etc.
No âmbito estadual
e municipal, médicos enraizados nesta casa assumem a saúde de forma única. O
recém nomeado secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Eleuses Paiva, teve
sua origem política aqui. Ex-presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São
José do Rio Preto, da Associação Paulista de Medicina e da Associação Médica
Brasileira, ex-vice-prefeito de São José do Rio Preto e deputado federal em 3
legislaturas, nos anos 90 foi um dos principais integrantes na luta nacional
pela valorização dos honorários médicos e pela melhoria de condições de
trabalho e do atendimento de saúde à população.
No
município, o vice-presidente da atual diretoria da Sociedade de Medicina, Dr.
Rodrigo Ramalho, foi eleito para presidir o Conselho Municipal de Saúde da
cidade para o biênio 2022-2024. Com a finalidade de atuar na formulação de
estratégias e controle da execução da política municipal de saúde, o Conselho é
de suma importância para o setor de saúde pública e privada.
Ambos os colegas terão que
enfrentar sérios problemas da saúde pública do Brasil, do Estado e do
Município. A gestão
ineficiente, a verba escassa, as longas filas de espera, a superlotação de
hospitais, a falta de leitos, a desigualdade na distribuição de médicos e o
despreparo dos profissionais são destaques nesta lista.
As
soluções para estes complexos desafios passam por uma reestruturação enorme:
treinamento dos profissionais, melhora da comunicação, planos de carreira atraentes
em cidades do interior, redefinição dos fluxos de atendimento, maior
investimento em medicina preventiva e auxílio da tecnologia são alguns pontos
que nossos políticos e gestores devem se preocupar.
De forma brilhante, em vez de restringir a pessoas que possam
pagar ou a determinadas parcelas da população, a Constituição de 1988 garantiu
a cobertura universal da saúde. O princípio da universalidade e a alta
capilaridade do SUS, que marca presença mesmo em locais remotos, são
características que servem de exemplo para outros países. Entretanto, são
muitos os desafios para administrar um sistema robusto em um território de
dimensões continentais.
Hoje,
temos motivos de sobra para acreditar que estas dificuldades serão combatidas
veementemente pelos nossos gestores e que a busca incansável pelas soluções estará
vigente. Em nome da Associação Paulista de Medicina regional de São José do Rio
Preto, parabenizo os Drs. Eleuses Paiva e Rodrigo Ramalho pelas recentes
conquistas e por colocar esta casa em evidência maior. Desejo uma gestão com
realizações e trabalho.
Leandro Freitas
Colturato é presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) – Regional de São José do Rio
Preto

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