Homenagem aos ex-presidentes - Dr. José Paulo Cipullo - 45ª Diretoria (1992/1993)
Da sua época de presidente da SMC, das suas experiências,
o que mais te ajudou depois na sua trajetória?
Dr. José Paulo Cipullo – Ser presidente da SMC é um
privilégio. É uma das poucas sociedades que a gente vê uma continuidade das
gestões. É um local de amizade, respeito. Aprendi muito à frente da Diretoria,
quando eu e meus colegas tivemos a oportunidade de organizar dois Congressos
Médicos do Oeste Paulista.
O senhor lembra algum feito marcante da sua gestão e que
ainda hoje quando olha vê marcas do possÃvel legado que deixou?
Dr. Cipullo - Em nossa gestão, destaco nosso empenho
na defesa profissional não só do médico, mas da Saúde como um todo, fizemos
dois congressos, num dos quais a conferência do Padre Paul-Eugène Charbonneau,
referência sobre drogas, lotando o Teatro Municipal.
A medicina se transforma no dia a dia. Em termos de
associativismo, o que o senhor enxerga de diferente agora e quais suas
perspectivas no futuro?
Dr. Cipullo - A medicina está tomando um rumo em que
um monte de empresas de saúde está tomando conta do mercado. Por isso, são
muito importantes o associativismo e o cooperativismo médico se fortalecerem
para fazer frente aos problemas e desafios impostos a nós, médicos. A Unimed é
o exemplo de cooperativismo, em que se tem muito respeito pelo nosso trabalho e
pela sociedade.
O médico precisa ter uma atuação polÃtica, enquanto cidadão,
para lutar por um sistema de saúde mais abrangente, humano e equilibrado, com
atendimento e serviços de qualidade. Temos hospitais que atendem o SUS, como o
HB e a Santa Casa, que oferecem serviços de qualidade, inclusive de
complexidade. O problema está na porta de entrada. Temos que ter um atendimento
primário muito eficiente, com médico de famÃlia, UBS, unidades com serviços de
muito melhor qualidade, sem a espera angustiante. Ter infraestrutura adequada,
confortável e médicos bem remunerados e com tempo adequado para atender bem as
pessoas, de primeira linha, de maneira eficaz. Muitos problemas podem ser
resolvidos nas unidades básicas, não sobrecarregando os hospitais.
O que o senhor gostaria de ver na nossa SMC e que ainda
não foi realizado? Alguma sugestão para as futuras diretorias?
Dr. Cipullo - A SMC está indo muito bem. Existe
continuidade nas gestões, estando todos envolvidos e se empenham em cada área,
defesa profissional, cientÃfica, social, esportiva e outras. A perspectiva só é
boa porque as diretorias sem sucedem num clima construtivo e participativo. O
trabalho dos diretores é de abnegação, o que é muito importante.
Qual sua avaliação da atuação da classe médica e suas
entidades representativas para a melhoria da saúde pública e suplementar no
Brasil? Há algo mais que possa ser feito?
Dr. Cipullo - Precisamos repensar o papel da classe
médica. A maioria dos colegas não está associada às suas entidades
representativas e isso é imprescindÃvel porque nós, médicos, só iremos mudar a
situação da saúde participando de nossas entidades, levando soluções e lutando
por um sistema mais digno, humano, que olhe o ser humano fragilizado como
aquele que precisa de amparo. Só mudamos a sociedade participando das entidades
médicas, exercendo o nosso papel de cidadão.

Filie-se à APM
smcriopreto
smcriopreto
17997898723
