APM e a defesa de classe
Dr. Leandro Freitas Colturato
A defesa de classe é um dos
pilares mais importantes da Associação Paulista de Medicina (APM). Debates de suma
importância aos médicos e à população saem de dentro desta casa: ato médico,
reforma tributária, Mais Médicos, Médicos pelo Brasil, embate permanente com
convênios para melhores condições de trabalho aos médicos e para melhores
condições de uso à população, movimentos a favor ou contrários a projetos de
leis, entre outros, mostram a importância da Associação.
Neste
ano, a Associação Médica Brasileira (AMB), em parceria com a APM, constituiu a
Comissão Nacional de Negociação sem detrimento das atividades da Comissão
Estadual. A esta Comissão, foi solicitada a participação das Federadas da AMB,
das Regionais e das Distritais da APM e das Sociedades de Especialidades
Médicas Paulistas e Brasileiras.
Com
as finalidades de estimular a maior participação e o maior senso de
comprometimento, de fazer propostas de acordo com as peculiaridades de cada
especialidade e região e atender às expectativas de todos nas negociações, 5
pautas foram feitas: 10% de reajuste nos valores pagos nos diversos vínculos;
respeito aos critérios de contratualização e de reajustes previstos na lei
13.003/2014 e nas RNS (resoluções normativas) da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS); limitação a três atendimentos de consultas por hora, quando
o profissional for contratado para atendimento em serviços próprios
verticalizados; manutenção da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de
Procedimentos Médicos), da AMB, como balizador de remuneração prestada nos
moldes de fee for service; e reportar às entidades médicas os casos de
descredenciamentos imotivados.
Outro
assunto que a APM atua de forma incansável é a reforma tributária. Em pauta desde
2017, tira o sono de muitos profissionais da saúde. Nos moldes em que está
sendo tratada, o setor de serviços poderá ser muito afetado pelo aumento da carga
de impostos do segmento. A APM se mantém ativa na luta contra a aprovação de
qualquer proposta que venha a aumentar tributos e possam acarretar inevitável
prejuízo ao atendimento dos pacientes, uma vez que a classe médica está
inserida no setor de serviços.
Em
março deste ano, a APM participou de reunião na Associação Comercial de São
Paulo com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. As entidades
entregaram um ofício contendo as principais preocupações do setor de serviços
em relação às PECS 45/2019 e 110/2019, da reforma tributária, em tramitação no
congresso. Ainda em março, a APM, a convite da frente parlamentar de
empreendedorismo, participou de reunião em Brasília com mais de 50 deputados e
três senadores para discutirem a reforma tributária.
A
APM traz alguns alertas para nossa classe. No Programa Mais Médicos, a APM está
atenta aos impactos do programa para a classe médica e para a população
nacional, e mantém a preocupação com a falta da avaliação científica e a
revalidação de diplomas. Na nova formatação, a expectativa é de se ofertar 15
mil vagas para profissionais brasileiros devidamente licenciados e autorizados
para trabalharem no país. Caso essas vagas não sejam preenchidas, o governo
apelará aos médicos formados no exterior, mesmo aqueles que não conseguiram ser
aprovados no exame de revalidação, o que preocupa fortemente a classe.
Por fim, a APM está atenta às informações difundidas na imprensa a respeito de “títulos de especialistas médicos” emitidos por entidade não afiliada à AMB. Reiteramos que sempre agiremos no combate aos “cursos de especialização” à margem da legislação brasileira e estaremos sempre lutando pelo bom exercício da medicina e pela assistência médica de qualidade aos brasileiros.
Dr. Leandro Freitas Colturato é presidente da APM - Regional de Rio Preto.

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