Notícias

Quase 100 anos de defesa e valorização da Medicina

Na década de 1930, a SMC combateu uma tendência de outrora, o curandeirismo, fazendo inclusive campanha via rádio (o meio mais eficaz de comunicação da época), pelos microfones da PRB-8 Rádio Rio Preto, para orientar a população sobre a medicina preventiva.

Em 1947, a SMC aliou-se a outras sociedades médicas paulistas postulando equiparação dos vencimentos médicos de acordo com tabela criada pelo governo estadual para os advogados.

Na década de 1960, liderou um movimento em defesa do plano de livre escolha e da tabela de preço da Associação Paulista de Medicina, discutindo com institutos de aposentadoria e pensão, entre eles, o antigo INPS.

Em 1986, apoiou integralmente o movimento grevista dos médicos da rede pública municipal, protestando porque a Prefeitura não tinha como pagar seus vencimentos.

Nos anos 90, Rio Preto foi um dos centros que lideraram a luta nacional pela valorização dos honorários médicos, melhoria de condições de trabalho e do atendimento de saúde à população. O motivador do movimento que mobilizou médicos no país foi a desvalorização dos honorários em 30%, resultado do Plano Real, de 1994.

Nos últimos anos, a SMC, ao lado do Sindicato dos Médicos de Rio Preto, tem reivindicado melhorias nas Unidades Básicas de Saúde e salários justos para os médicos da rede pública.


Papel relevante na luta pela Faculdade de Medicina


A SMC e suas lideranças tiveram também papel importante na fundação da Faculdade Regional de Medicina de Rio Preto (Famerp).

Em 1955, a criação do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da UNESP (Ibilce) inflamou ainda mais as discussões que já ocorriam em torno da fundação de uma faculdade de medicina na cidade.

Em março de 1956, a Sociedade de Medicina e Cirurgia sediaria a primeira reunião para mobilizar a classe e líderes da comunidade em torno deste objetivo.

Em 1963, Rio Preto perde a disputa para Botucatu de ser sede do Campus de Medicina da UNESP. Derrota frustrante, mas que não esmoreceu os rio-pretenses.

Em 1967, o médico Raul de Aguiar Ribeiro decidiu renunciar à presidência da SMC para, em 18 de fevereiro daquele ano, presidir a FRESA (Fundação Regional de Ensino Superior da Araraquarense) com o objetivo de beneficiar o sistema de saúde de diversas cidades da região e fortalecer o movimento pela abertura da faculdade.

Finalmente, em 30 de janeiro de 1968, o Conselho Federal de Educação autorizou o funcionamento da FARME (Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto).

A instituição era privada e fornecia 64 vagas para o curso de medicina e tinha no HB seu hospital escola.